A Rede D’Or, maior grupo hospitalar do país com 7 mil leitos, doou até ontem R$ 110 milhões para ajudar a rede pública de saúde no combate à pandemia do novo coronavírus.
Há iniciativas, em 15 frentes diferentes, em várias praças do país, como doação de recursos para construção de hospitais de campanha, aquisição de respiradores pulmonares, máscaras de proteção, materiais e insumos médicos.
Os projetos estão sendo tocados em parceria com outras empresas, mas a cifra de R$ 110 milhões vem da própria Rede D’Or.
No Rio, o grupo hospitalar lidera a construção de dois hospitais de campanha que juntos terão 400 leitos, sendo 150 de UTI. Esses dois empreendimentos serão tocados em parceria com a Bradesco Saúde, Lojas Americanas, Banco Safra, Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), União Rio, P&G, Fundo Mubdala, Vale, SulAmérica, BV e Stone.
Ainda no Rio, a Reder D’Or também vai abrir 108 leitos, sendo 28 de UTI, no Hospital São Francisco da Ordem Terceira Penitência, junto com a UnitedHealth.
Paulo Moll, presidente da Rede D’Or, em conjunto com outros empresários, doaram recursos para viabilizar 60 leitos de UTI no Hospital Universitário do Fundão, da UFRJ.
Em São Paulo, a Santa Casa de Misericórdia terá 102 novos leitos para atender pacientes acometidos pelo novo coronavírus. A expectativa é que esses leitos sejam capazes para atender 1 mil pacientes em três meses da pandemia. A iniciativa tem doações também de Sul América e Qualicorp.
O Hospital das Clínicas, na capital paulista, recebeu 10 mil máscaras modelo N95.
Também houve doações para construção de leitos e doações em dinheiro para as secretárias de saúde de Pernambuco e Brasília.
As redes públicas de saúde da Bahia, Manaus e Amapará receberam 50 ventiladores mecânicos para equipar leitos do SUS.
A Rede D’Or também criou um braço dentro de seu instituto de pesquisa para estudos da pandemia.
Fonte: Valor Econômico 14.04.2020
