Estudo do CePOF aponta que a inativação fotodinâmica pode ampliar o efeito da anfotericina B e reduzir resistência microbiana
Pesquisadores do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CePOF), apoiado pela FAPESP, desenvolveram uma abordagem que combina terapia ativada por luz com antifúngicos tradicionais, reduzindo a resistência do fungo Candida albicans à medicação. O estudo, publicado na revista Photochemistry and Photobiology, sugere que a tecnologia pode beneficiar tratamentos de saúde humana e aplicações na prevenção da contaminação de alimentos.
Como funciona a técnica
A pesquisa utilizou a inativação fotodinâmica (PDI), que emprega luz para ativar substâncias capazes de gerar espécies reativas de oxigênio, danificando células-alvo. Quando associada ao antifúngico anfotericina B (AmB), a PDI aumentou a suscetibilidade do Candida albicans, incluindo suas formas de levedura e hifas, que geralmente apresentam elevada resistência.
Avanços e implicações
A resistência antimicrobiana é considerada um desafio global, e a combinação de PDI com medicamentos existentes pode se tornar uma ferramenta importante para superá-la. O tratamento mostrou potencial para reduzir doses necessárias de antifúngicos e melhorar o controle de infecções resistentes.
Além das aplicações clínicas, os pesquisadores destacam que a técnica também pode ser explorada para evitar a proliferação de fungos em alimentos, contribuindo para a segurança alimentar.
O avanço reforça a importância de soluções inovadoras no combate a microrganismos resistentes e abre caminho para futuros ensaios clínicos que validem a eficácia e segurança do método.