Levantamento do Conselho Federal de Farmácia revela aumento expressivo na comercialização de repelentes em estados com alta incidência de dengue, enquanto alerta sobre a importância da prevenção e do uso correto desses produtos
Em meio à epidemia de dengue que assola o Brasil, dados compilados pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) apontam um aumento significativo na venda de repelentes em 16 unidades federativas, incluindo o Distrito Federal, durante o mês de janeiro deste ano, comparado ao mesmo período do ano anterior.
O levantamento, baseado em informações da consultoria IQVIA, revela que, embora o número de casos prováveis de dengue tenha ultrapassado a marca de 1 milhão em todo o país, o aumento nas vendas de repelentes foi de 24% em janeiro de 2024 em comparação com o mesmo mês de 2023. Contudo, em alguns estados onde a incidência da doença é alarmante, como Minas Gerais e Espírito Santo, houve uma queda na venda desses produtos.
O Distrito Federal, que apresenta a maior incidência de casos de dengue no Brasil, registrou um aumento impressionante de 509% nas vendas de repelentes. Essa tendência reflete a busca da população por medidas preventivas diante da disseminação acelerada da doença.
O presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, destaca a importância do uso adequado de repelentes como uma forma eficaz de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Ele ressalta a necessidade de escolher produtos que contenham substâncias como icaridina ou picaridina, conhecidas por sua eficácia na repelência de insetos.
Além do uso de repelentes, Jorge João enfatiza a importância da vacinação contra a dengue, especialmente agora que o Ministério da Saúde recomendou a ampliação da faixa etária para a imunização. A vacina Qdenga, registrada pela Anvisa, é indicada para pessoas de 4 a 60 anos de idade e agora será disponibilizada para aqueles com idade entre 10 e 14 anos.
Diante do contexto epidemiológico preocupante, o CFF reforça a importância de medidas preventivas tanto individuais quanto coletivas para combater a proliferação do mosquito vetor, destacando a urgência da eliminação de criadouros em residências e áreas públicas.