As vendas do Wegovy, medicamento da Novo Nordisk para perda de peso, apresentaram um crescimento de 79% no terceiro trimestre de 2024, superando as previsões do mercado.
De acordo com o relatório financeiro divulgado pela gigante farmacêutica dinamarquesa, o medicamento gerou receitas de 17,3 bilhões de coroas dinamarquesas (aproximadamente US$ 2,5 bilhões), comparado a 9,6 bilhões de coroas (US$ 1,37 bilhão) no mesmo período do ano anterior. Os resultados superaram as estimativas dos analistas, que esperavam US$ 2,3 bilhões em vendas, conforme dados da FactSet.
Crescimento impulsionado pela demanda crescente
Lars Fruergaard Jørgensen, CEO da Novo Nordisk, expressou satisfação com o desempenho da empresa no ano. “O crescimento das vendas é impulsionado pela crescente demanda por nossos tratamentos para diabetes e obesidade baseados em GLP-1, e estamos atendendo mais pacientes do que nunca”, afirmou em comunicado oficial.
Medicamento se destaca no mercado
O Wegovy faz parte de uma classe de medicamentos GLP-1, que têm ganhado popularidade como tratamentos para obesidade e diabetes tipo 2. Esses medicamentos, que imitam um hormônio que regula o apetite e o nível de açúcar no sangue, também são utilizados no tratamento do diabetes tipo 2. O sucesso do Wegovy vem acompanhado pelo bom desempenho do Ozempic, outro medicamento da Novo Nordisk, que tem sido amplamente procurado no mercado.
Desafios no abastecimento e concorrência crescente
Com a alta demanda, tanto a Novo Nordisk quanto sua rival Eli Lilly, que fabrica os concorrentes Zepbound e Mounjaro, têm enfrentado dificuldades para atender à demanda. Além disso, o alto preço de varejo dos medicamentos tem gerado desafios para muitos pacientes, que encontram dificuldades em acessar os tratamentos.
No Brasil, o Wegovy começou a ser comercializado nas farmácias em julho, mas o acesso ao medicamento permanece restrito devido ao seu custo elevado. Em resposta à alta demanda, as duas farmacêuticas estão aumentando a produção desses tratamentos. Já a Eli Lilly, que recentemente divulgou seus resultados financeiros, teve um desempenho abaixo das expectativas com seu medicamento Zepbound, que gerou US$ 1,2 bilhão em vendas no terceiro trimestre, abaixo da previsão de US$ 1,7 bilhão.