Com aporte de R$ 25 milhões, Web Bula será a maior plataforma de telemedicina e assistência farmacêutica do país
A startup aposta no aporte para alcançar, até o fim do próximo ano, o status de maior integradora de informações e serviços digitais em saúde no país.
Concebida por executivos brasileiros e engenheiros de TI de Israel, a Web Bula preconiza o uso de ambientes web e disp.sitivos mobile para totalizar mais de 10 milhões de atendimentos até o fim de 2021. Tanto o portal como o aplicativo, disponível no App Store e no Google Play, reúnem versões para pacientes e profissionais de saúde. A farmácia também conta com ambiente próprio na plataforma, que lhe permite visualizar e dispensar os medicamentos, além de realizar programas de assistência farmacêutica com acesso autorizado pelo paciente ao seu histórico clínico.
“Nosso propósito é assegurar uma integração efetiva entre todos os atores envolvidos na atenção primária e cuidado ao paciente. A tecnologia ajuda os médicos na tomada de decisões mais rápidas em relação a diagnósticos e prescrições, dando suporte clínico aos farmacêuticos e estimulando os pacientes a aderir ao tratamento”, comenta o CEO da Web Bula, Antonio Eduardo Ribeiro.
Atualmente, o acesso à plataforma é inteiramente gratuito. O faturamento da empresa provém de investidores, mas canais alternativos de monetização estão em estudo. “Mas nenhuma informação será compartilhada, obedecendo à política de privacidade, tratamento dos dados, segurança e a nova LGPD”, ressalta. A plataforma armazena informações sobre exames laboratoriais, com possibilidade de agendamento, histórico de prescrições, visitas e medidas clínicas. Garante ainda o acesso remoto ao bulário eletrônico da Anvisa e emite alertas para os pacientes em relação a horários de medicação e consultas.
Nova aposta em pesquisa clínica
Como parte dessa estratégia, a plataforma acaba de assinar uma parceria com a norte-americana Farmacon Global, especializada no desenvolvimento de ensaios clínicos e que atua há 20 anos com centros de pesquisa baseados na América Latina. “Com isso, viabilizamos a criação de um aplicativo para acelerar os processos de pesquisa da indústria farmacêutica na busca por novos medicamentos”, observa Ribeiro.
Segundo o Dr. Charles Schmidt, médico e vice-presidente de desenvolvimento clínico da Farmacon, o acordo possibilitará a reativação de estudos interrompidos pela pandemia da Covid-19, documentando interações com os pacientes que não requerem contato físico. “Pelo smartphone, o investigador poderá ter acesso facilitado aos dados médicos do paciente, devidamente criptografados e protegidos por sistemas de certificação digital e normas regulatórias. Essa facilidade garantirá que a indústria torne mais céleres esses estudos, com custos sensivelmente reduzidos”, analisa.
Fonte: Panorama Farmacêutico 09.07.2020
