A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concede aprovação à vacina Abrysvo, desenvolvida pela Pfizer, destinada à prevenção de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa da bronquiolite infantil
A luta contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de bronquiolite infantil, ganha um novo aliado com a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina Abrysvo, desenvolvida pela farmacêutica americana Pfizer. Essa medida histórica, publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU), representa um avanço significativo na proteção dos recém-nascidos durante os primeiros seis meses de vida.
A vacina Abrysvo, de dose única, é administrada nas grávidas durante o segundo ou terceiro trimestre da gestação, visando gerar proteção aos bebês contra o VSR. Estudos clínicos publicados no periódico New England Journal of Medicine demonstraram que essa estratégia reduziu em 81,8% os casos de doença grave nos primeiros três meses de vida e em 69,4% seis meses após o nascimento.
Além de beneficiar os recém-nascidos, a vacina também recebeu autorização para indivíduos a partir de 60 anos de idade, uma população considerada de risco para o VSR. Os dados mais recentes divulgados pelo laboratório Pfizer indicam uma eficácia de 88,9% durante uma temporada de maior circulação do vírus e de 77,8% durante uma segunda.
A Anvisa destaca que, como todo medicamento, foram observados alguns efeitos colaterais na administração da vacina, como dor no local da vacinação, dor de cabeça e dor muscular. No entanto, os benefícios da vacina superam seus riscos, comprovando sua eficácia, segurança e qualidade nos termos da legislação sanitária.
Essa é a segunda vacina contra o VSR a receber aprovação no Brasil, seguindo os passos da Arexvy, desenvolvida pela GlaxoSmithKline (GSK). No entanto, enquanto a Arexvy é destinada apenas aos idosos com 60 anos ou mais, a Abrysvo oferece uma nova esperança na prevenção da bronquiolite infantil, uma vez que o VSR é responsável por uma parcela significativa das síndromes respiratórias agudas graves em bebês.
Diante do monitoramento do InfoGripe, projeto da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que aponta o VSR como o segundo principal causador de síndromes respiratórias agudas graves no Brasil, essa aprovação representa um avanço crucial na proteção da saúde infantil, especialmente em tempos de pandemia de Covid-19.