A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a indicação de Dupixent® (dupilumabe) para o tratamento da asma grave com inflamação tipo 2, caracterizada por eosinófilos elevados no sangue e/ou FeNO (fração exalada de óxido nítrico).
A terapia atende a uma parcela dos pacientes com asma grave que, mesmo após altas doses de corticosteroide inalatório associado a um segundo controlador, apresentam persistência dos sintomas respiratórios, não atingindo o controle adequado da asma. Isso pode torná-los aptos para o tratamento com medicamentos biológicos, como Dupixent®.
“Este é um momento importante para adolescentes e adultos no Brasil que sofrem de asma grave com inflamação tipo 2”, diz Suely Goldflus, diretora médica de imunologia da Sanofi Genzyme.
A inflamação tipo 2 é um mecanismo de defesa do nosso sistema imunológico. Quando essa reação inflamatória acontece de forma exagerada pode causar asma, dermatite atópica, rinossinusite crônica com pólipo nasal e rinite alérgica.
Pacientes com asma grave não controlada convivem com tosse, chiado e dificuldade para respirar. Essas pessoas têm maior risco de passarem por crises graves que podem demandar atendimentos em pronto-socorro ou mesmo hospitalizações.
Quando não há controle dos sintomas, além de fazer o tratamento de manutenção com corticoides inalatórios, os pacientes com asma geralmente dependem também dos corticoides orais. Embora tal recurso possa aliviar os sintomas graves, as diretrizes atuais sugerem limitar o uso crônico de corticoides orais aos pacientes mais graves, devido ao potencial de efeitos colaterais.
O Dupixent® é um anticorpo monoclonal 100% humano desenvolvido especificamente para inibir a sinalização de duas citocinas-chave, IL-4 e IL-13, que são consideradas as principais causas da inflamação tipo 2 na asma. No Brasil, Estados Unidos e Europa a medicação está aprovada para asma grave e dermatite atópica moderara a grave para pacientes a partir de 12 anos, além de rinosinusite crônica grave com pólipo nasal para adultos.
O medicamento foi desenvolvido pela Regeneron e possui um acordo de colaboração global com a Sanofi.
Fonte: Panorama Farmacêutico 27.07.2020
