Os laboratórios Daiichi Sankyo e AstraZeneca estabeleceram uma parceria tecnológica para o desenvolvimento de tratamentos para tumores HER2+. O trastuzumabe deruxtecana, que acaba de ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), representa um avanço da ciência no desenvolvimento de terapias-alvo, nas quais os fármacos são direcionados apenas às células cancerígenas.
Voltado ao tratamento de tumores HER2+, considerados mais agressivos e com tendência à metástase, o medicamento é um ADC (conjugado anticorpo-medicamento) injetável com indicação em monoterapia para o tratamento de adultos com câncer de mama HER2+ metastático ou não ressecável, que tenham recebido dois ou mais regimes de tratamento baseados em anti-HER2.
O ADC é uma terapia que usa um biomarcador como alvo para o tratamento. É conhecida entre os médicos como uma estratégia “Cavalo de Tróia”, porque o anticorpo carrega com ele um fármaco que só vai ser ativado quando o anticorpo se ligar à célula cancerosa.
O tratamento com trastuzumabe deruxtecana consiste em aplicações a cada 3 semanas, até a progressão da doença ou toxicidade não manejável. A infusão inicial é de 90 minutos, enquanto as subsequentes podem durar 30 minutos.
“O registro sanitário do medicamento no Brasil representa esperança para pacientes e familiares, visto que neste estágio, quando há progressão da doença as opções sequenciais de tratamento ficam limitadas. Com a aprovação no Brasil do trastuzumabe deruxtecana, ampliam-se as expectativas, com qualidade de vida e boa tolerância ao medicamento”, explica Gabriela Prior, diretora de Assuntos Médicos da Daiichi Sankyo Brasil.
Fonte: Panorama Farmacêutico 4 outubro, 2021
