Registro de tratamento para cardiomiopatia amiloide reforça avanço regulatório e incorporação de soluções de alta complexidade no país.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em maio de 2026, o registro de um novo medicamento indicado para o tratamento da cardiomiopatia amiloide associada à transtirretina (ATTR-CM), condição rara, progressiva e com elevado risco de mortalidade.
A decisão marca a entrada de uma nova alternativa terapêutica no país, voltada a pacientes que convivem com o acúmulo anormal de proteínas no músculo cardíaco, fator que compromete progressivamente a função do órgão.
O medicamento atua na estabilização da proteína transtirretina (TTR), mecanismo que contribui para reduzir complicações cardiovasculares associadas à doença. Em estudos clínicos de fase avançada, o tratamento demonstrou superioridade estatística em relação ao placebo, evidenciando maior probabilidade de benefício clínico para os pacientes tratados.
Dados da Associação Brasileira de Cardiologia indicam que a condição afeta principalmente a população acima dos 65 anos, com prevalência estimada em mais de 50 casos por 100 mil habitantes nessa faixa etária. No Brasil, o número de pessoas impactadas ultrapassa 12 mil, com predominância em homens e histórico de hospitalizações recorrentes por insuficiência cardíaca.
A aprovação reforça o papel da Anvisa na modernização do ambiente regulatório brasileiro e na ampliação do acesso a terapias inovadoras, especialmente em áreas de alta complexidade e doenças raras, alinhando o país às dinâmicas globais de incorporação tecnológica em saúde.