Empresa japonesa, que faturou R$ 2,1 bilhões no país, planeja se tornar uma das dez maiores farmacêuticas em oncologia até 2030
A farmacêutica japonesa Daiichi Sankyo está direcionando seus esforços globais para expandir o portfólio em oncologia, com destaque para medicamentos de precisão baseados na tecnologia de conjugados anticorpo-droga (ADC). Essa estratégia inclui o Brasil, que já representa 2,5% da receita global da companhia e recebeu R$ 500 milhões em investimentos para ampliar a fábrica de Barueri (SP), que passará a exportar para Canadá, Austrália e países asiáticos.
Expansão no tratamento oncológico
O Enhertu, principal medicamento da empresa para câncer de mama avançado, apresentou resultados expressivos, dobrando a taxa de sobrevida em pacientes com tumores HER2 positivos. Com base nesses avanços, a Daiichi Sankyo planeja lançar mais quatro medicamentos oncológicos no Brasil entre 2026 e 2030, desenvolvidos em parceria com AstraZeneca e Merck.
Pesquisa e desenvolvimento com participação brasileira
O país participa ativamente dos estudos clínicos da companhia, com 31 pesquisas em andamento, muitas delas em hospitais públicos. Essa estratégia permite gerar dados clínicos locais e ampliar o acesso de pacientes brasileiros a terapias inovadoras.
Plano global de crescimento
Segundo Hiroyuki Okuzawa, CEO global desde abril de 2025, a meta é posicionar a Daiichi Sankyo entre as dez maiores empresas de oncologia até 2030. Para isso, a farmacêutica continua investindo fortemente em P&D, utilizando inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos.
Com o avanço das terapias ADC e novos investimentos no Brasil, a companhia reforça seu papel no combate ao câncer e projeta um futuro em que tratamentos mais eficazes possam, em alguns casos, levar à cura da doença.