A Sensome, pioneira em tecnologia de microssensores para análise tecidual intraoperatória em tempo real, anunciou hoje resultados positivos de seu primeiro estudo em humanos, o Inspect, que avaliou sua tecnologia de microssensores integrada a um estilete inteligente para biópsia pulmonar broncoscópica.
O estudo demonstrou que a tecnologia de detecção tumoral da Sensome identificou e diferenciou, de forma segura e precisa, tecido canceroso de tecido saudável. O estudo foi apresentado hoje por Amir Hanna, MD, pneumologista intervencionista e investigador principal do estudo Inspect para o Hospital Marie-Lannelongue, na França, durante o encontro anual da Sociedade Torácica Americana (ATS), em Orlando, Flórida.
O autor principal, Dr. Hanna, comenta que “neste estudo inicial, o estilete inteligente identificou com precisão lesões ou câncer em meio às condições complexas do tecido pulmonar in situ. “Com as curvas de aprendizado do algoritmo da tecnologia sugerindo o potencial para ultrapassar 90% de desempenho geral, esses resultados demonstram uma clara promessa para o suporte à decisão em tempo real durante a biópsia pulmonar. Ao confirmar os locais de amostragem relevantes e a presença da ferramenta na lesão, essa tecnologia promete aumentar significativamente o rendimento diagnóstico da biópsia e encurtar o caminho para o diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão”, diz.
O câncer de pulmão é o câncer mais comum e mortal do mundo, matando quase dois milhões de pessoas anualmente em todo o mundo. A detecção do câncer de pulmão em seus estágios iniciais melhora drasticamente a taxa de sobrevida em cinco anos dos pacientes, quando comparada à detecção em estágios avançados.
No entanto, o câncer de pulmão é um desafio para o diagnóstico atual com os métodos convencionais, apresentando uma taxa de falha de até 58% na obtenção de uma biópsia bem-sucedida, o que causa a necessidade de repetição de procedimentos e atrasos no tratamento de até seis meses.
A tecnologia da Sensome visa confirmar o posicionamento de um instrumento de biópsia dentro de um tumor durante a biópsia broncoscópica de tumores endobrônquicos e periféricos, sem depender de métodos de imagem adicionais, que não são capazes de identificar tecido canceroso. O inovador sistema de instrumento dentro da lesão foi projetado para guiar o broncoscopista na localização precisa dos locais ideais para biópsia, com o objetivo de reduzir atrasos no diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão.
Resultados do estudo Inspect
O estudo Inspect é um estudo pioneiro em humanos, multicêntrico, de braço único, com 27 pacientes na Austrália e na França. Em cada caso, o estilete inteligente foi inserido na agulha de biópsia e as leituras do tecido foram realizadas imediatamente antes da biópsia de cada paciente, com a histopatologia confirmando a precisão da medição. Os resultados foram validados por meio de validação cruzada.
No estudo, o estilete inteligente não só foi capaz de diferenciar entre tecido canceroso e saudável, como também diferenciou o câncer de outros tecidos não cancerosos, como o tecido necrótico. Com um conjunto de dados de apenas 27 pacientes, a tecnologia Sensome demonstrou 80,9% de precisão na diferenciação entre tecido pulmonar saudável e anormal — atingindo sensibilidade de 88,5% e especificidade de 71,4% — e 78,7% de precisão na diferenciação entre câncer e todos os outros tipos de tecido — atingindo sensibilidade de 78,3% e especificidade de 79,2%.
“Programas de rastreio de câncer de pulmão foram iniciados em todo o mundo, resultando em uma explosão na demanda por biópsias de câncer de pulmão. É importante que tenhamos as ferramentas que nos permitam responder a essa nova onda de pacientes com diagnósticos oportunos e precisos”, diz o professor associado David Fielding, diretor de Medicina Torácica do Royal Brisbane and Women’s Hospital na Austrália e investigador principal do estudo Inspect. “Os resultados do estudo sugerem que o estilete inteligente da Sensome tem o potencial de fornecer isso, especialmente porque se integra bem ao nosso fluxo de trabalho atual”.
“Desenvolvemos uma ferramenta projetada para auxiliar os médicos no momento da ação, garantindo que realizem uma biópsia do tumor cancerígeno e não de tecido saudável ou não cancerígeno; uma biópsia de tecido não cancerígeno não é útil para chegar a um diagnóstico. Nosso objetivo é eliminar as tentativas e erros associados à realização equivocada de biópsias em tecido, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento do câncer”, diz Franz Bozsak, CEO da Sensome. “Nossa tecnologia funciona como um estilete convencional usado em biópsias atualmente, com a diferença de que a tornamos ‘inteligente’ com a integração de nosso sensor ao dispositivo, que fornece inteligência biológica. Estamos muito animados com os resultados positivos observados neste estudo de viabilidade e esperamos ver uma precisão ainda maior de nossa tecnologia no futuro, à medida que seus algoritmos aprendem e melhoram com os dados adicionais de pacientes que coletaremos”, completa.