Remédios feitos com anticorpos são vendidos no Brasil pelas empresas Eli Lily e Roche, mas só podem ser administrados em hospitais
A Anvisa divulgou que pediu esclarecimento às farmacêuticas Eli Lily e Roche sobre a suspensão pelo FDA (a agência sanitária dos EUA) da autorização de uso de seus remédios contra a Covid-19.
Em maio do ano passado a Anvisa aprovou o uso emergencial dos medicamentos dessas farmacêuticas que são compostos por anticorpos que reagem à doença provocada pelo novo coronavírus.
Os remédios não podem ser comprados em farmácias e só podem ser ministrados em hospitais, em pacientes com as formas leves e moderadas, que não estejam em ventilação mecânica, mas que tenham risco alto de desenvolverem as formas graves da doença.
“Após a decisão do FDA, a Anvisa notificou as empresas Eli Lily e Roche para que apresentem justificativas para a manutenção da autorização de uso emergencial dos produtos casirivimabe + indevimabe e etesevimabe + banlanivimabe”, diz a agência de vigilância.
A Anvise manteve a autorização do uso, dado que as dúvidas quando a eficácia contra novas variantes do vírus estão expressas na bula, ficando a cargo de quem prescreve o medicamento “a avaliação clínica de eventual benefício quando da utilização do tratamento”.
Fonte: Veja 25.01.2022
