A Federação Internacional da Indústria Farmacêutica (IFPMA), em conjunto com entidades do setor, lançou um posicionamento direcionado aos países do G7 defendendo maior priorização da inovação farmacêutica como vetor de crescimento econômico e segurança sanitária.
O documento destaca a necessidade de políticas públicas que incentivem pesquisa, produção e acesso a medicamentos inovadores, além de maior resiliência nas cadeias globais de suprimento.
O movimento evidencia a crescente interdependência entre indústria farmacêutica e políticas industriais globais, com impacto direto sobre investimentos, localização de produção e competitividade entre mercados desenvolvidos e emergentes.
Numa altura em que o G7 enfrenta o aumento do endividamento público, o envelhecimento da população e a desaceleração da produtividade, os medicamentos e as vacinas não são um custo a gerir, mas sim parte da solução. Populações mais saudáveis mantêm-se economicamente ativas por mais tempo, participam mais plenamente no mercado de trabalho e exercem menos pressão sobre as finanças públicas a longo prazo, diz David Reddy, Diretor-Geral da IFPMA. Segundo o ele, a próxima onda de inovação poderá amplificar esses benefícios. “Mais de 12.700 medicamentos estão em desenvolvimento, com 350 a 400 novos medicamentos previstos para lançamento nos próximos cinco anos, juntamente com um portfólio crescente de vacinas de próxima geração. Os ganhos econômicos e sociais poderão ser substanciais”.