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Uma pequena mosca, conhecida mundialmente pela ciência, acaba de colocar Alagoas em uma nova rota da pesquisa biotecnológica.
O Laboratório de Análise in vivo da Toxicidade e Doenças Neurodegenerativas da Universidade Federal de Alagoas (Lavitox/Ufal) foi oficialmente autorizado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para desenvolver pesquisas com organismos geneticamente modificados (OGMs) em regime de contenção, utilizando Drosophila melanogaster como modelo experimental.
A conquista é histórica: o Lavitox passa a ser o primeiro laboratório do estado de Alagoas certificado para esse tipo de atividade científica. “Mais do que uma autorização, esse reconhecimento representa anos de construção científica, formação de pessoas, desenvolvimento de infraestrutura, fortalecimento da biossegurança e compromisso com uma ciência ética, inovadora e de impacto real”, destacou o professor Lucas Anhezini.
O coordenador do laboratório reforça que a autorização da CTNBio representa um marco importante não apenas para o laboratório, mas para a ciência produzida em Alagoas. Com o credenciamento em nível de biossegurança NB1, o Lavitox amplia sua capacidade de desenvolver modelos transgênicos avançados, expandir pesquisas em neurociências e doenças neurodegenerativas, criar modelos para o estudo de diferentes tipos de tumores e estruturar novas plataformas em toxicologia e biotecnologia.
A autorização também fortalece possibilidades de colaboração nacional e internacional e impulsiona a inovação científica e tecnológica produzida no Nordeste. “Seguimos fortalecendo a ciência feita em Alagoas, mostrando que inovação, tecnologia e pesquisa de alto nível também são construídas aqui”, comemorou. Confira a reportagem completa no texto de Manuella Soares.