Novas regras exigem adaptação de farmácias, distribuidores e sistemas de controle para medicamentos controlados.
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou, no dia 22 de janeiro de 2026, resolução autorizando enfermeiros a prescrever antibióticos, como amoxicilina, azitromicina e eritromicina, ampliando o rol de medicamentos passíveis de prescrição por profissionais de enfermagem. A medida terá impacto direto sobre a operação de farmácias e drogarias, bem como sobre a gestão de estoque e rastreabilidade de medicamentos controlados.
A decisão se baseia na atualização promovida pela Anvisa no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), que passou a reconhecer o registro profissional de enfermeiros nas receitas para fins de monitoramento. Com a autorização do Cofen, farmácias precisarão adaptar sistemas de validação, conferência e entrada de dados, garantindo conformidade com a legislação e a rastreabilidade de antibióticos sujeitos a controle sanitário.
A nova norma permite que enfermeiros prescrevam antibióticos tanto para adultos quanto para crianças, aumentando a diversidade de receitas que as farmácias podem receber. Para distribuidores e fornecedores, isso pode gerar aumento de demanda em medicamentos específicos, exigindo ajustes no planejamento logístico e na reposição de estoque.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) manifestou-se contrário à resolução, alertando para possíveis riscos à segurança do paciente e questionando a legalidade da medida. Para o setor farmacêutico, no entanto, o desafio imediato é operacional: adaptar protocolos internos, capacitar equipes de atendimento e revisar fluxos de validação de prescrição para assegurar conformidade regulatória e continuidade da oferta de antibióticos controlados.