Qfitlia recebe prioridade de análise por tratar doença rara e oferecer profilaxia para pacientes com hemofilia A e B
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro ao Qfitlia (fitusirana sódica), medicamento da Sanofi Medley indicado para o tratamento de pacientes com hemofilia A ou B. A nova terapia pode ser utilizada tanto por pacientes que apresentam inibidores dos fatores VIII ou IX quanto por aqueles que não possuem essa restrição, abrangendo adultos e adolescentes a partir de 12 anos.
Devido à classificação da hemofilia como doença rara, o processo de análise foi priorizado pela agência reguladora, seguindo as diretrizes da RDC 205/2017. O medicamento atua na prevenção ou redução da frequência de episódios hemorrágicos, um dos maiores desafios clínicos para os portadores da condição.
Impacto clínico e panorama da doença no Brasil
A hemofilia é um distúrbio genético que compromete a coagulação sanguínea, dificultando a formação de trombina e a cicatrização de feridas. A deficiência crônica pode levar a hemorragias graves em músculos e articulações, comprometendo a mobilidade e a qualidade de vida. O diagnóstico precoce é essencial para evitar danos permanentes aos órgãos e estruturas articulares.
Dados do Ministério da Saúde, publicados no Perfil de Coagulopatias de 2024, indicam que o Brasil possui 14.202 pacientes diagnosticados com a condição. A grande maioria, cerca de 11.863 pessoas, possui a hemofilia tipo A, enquanto 2.339 pacientes são portadores do tipo B. A chegada do Qfitlia ao mercado nacional amplia as opções terapêuticas para uma população que depende de monitoramento constante e inovação farmacêutica.