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Polilaminina, desenvolvida na UFRJ, avança para estudos em humanos e reforça o protagonismo do Brasil em biotecnologia regenerativa.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o início dos testes clínicos em humanos da polilaminina, biomaterial criado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com potencial para estimular a regeneração da medula espinhal. O projeto entra na Fase 1 de estudos, voltada à avaliação de segurança, com financiamento e coordenação clínica do laboratório Cristália.
A substância atua como uma matriz biológica aplicada diretamente na área lesionada. Derivada de uma proteína presente na placenta, a polilaminina forma uma estrutura que orienta o crescimento de novas fibras nervosas, além de contribuir para a redução do processo inflamatório local. Esse ambiente favorece a reconexão neuronal, criando condições mais adequadas para a recuperação funcional.
A condução do estudo reúne academia e indústria em um modelo colaborativo: enquanto a UFRJ lidera o desenvolvimento científico, o Cristália responde pela viabilização financeira e pela execução clínica. Nesta etapa inicial, cinco voluntários com lesões medulares completas serão acompanhados por um período de seis meses. O foco do protocolo é comprovar a segurança do material, antes do avanço para fases posteriores de avaliação de eficácia em grupos ampliados.
Resultados preliminares observados em casos pontuais, tratados anteriormente por decisões judiciais, indicaram ganhos motores parciais, o que reforçou o interesse na continuidade do desenvolvimento. Caso os próximos estágios confirmem os benefícios, a polilaminina poderá ser produzida em escala industrial e, no futuro, integrada a políticas públicas de saúde.
Para profissionais atentos à inovação, o avanço sinaliza não apenas um marco científico, mas também um movimento estratégico para posicionar o Brasil como um polo relevante em biotecnologia e medicina regenerativa, com potenciais impactos econômicos, regulatórios e de imagem para o país.