Instrumento aliado no controle da glicemia ajuda a reduzir os episódios de hipoglicemia e as possíveis hospitalizações
Atualmente, no Brasil já são mais de 13 milhões de brasileiros vivendo com diabetes. Muitos deles dependem da insulina como forma de tratamento, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. Uma rotina que exige cuidado intenso e atenção com a alimentação, a prática de exercício físico regular e muita disciplina no dia a dia.
Em tempos de pandemia do novo coronavírus, manter o diabetes sob controle e evitar episódios de hipoglicemia se tornam cruciais para assegurar a saúde e a qualidade de vida, uma vez que as pessoas que vivem com a doença estão no topo do grupo de risco para a covid.
Mas a boa notícia é que, recentemente, o Ministério da Saúde ampliou o acesso daqueles que podem utilizar as canetas preenchidas de insulina como forma de tratamento do diabetes, um dos dispositivos mais modernos para lidar com a doença. A tecnologia, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil desde 2019, agora atende uma maior parcela da população brasileira, privilegiando pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, preferencialmente crianças e jovens até 19 anos e adultos com 50 anos ou mais. De acordo com estimativas do ministério, essa mudança resultará na cobertura de cerca de 50% das pessoas que dependem da insulina diariamente.
Estamos em um momento difícil da história do mundo, e o fato de este recurso para melhor controle do diabetes estar disponível para uma fatia ainda maior da população brasileira, justamente durante a pandemia, se torna ainda mais relevante já que a “caneta da saúde” é uma importante aliada no controle da glicemia pois ajuda a reduzir os episódios de hipoglicemia e as possíveis hospitalizações decorrentes dessa complicação.
Vale ressaltar que as canetas são uma forma segura de administração de insulina, facilitando o dia a dia do paciente. Além disso, os testes de controle de qualidade exigidos pelas autoridades sanitárias asseguram a acuracidade de dosagem de todos os lotes produzidos, certificando a conformidade da dosagem administrada pela caneta preenchida de insulina antes de os lotes serem disponibilizados para o mercado.
Diferente das aplicações feitas com seringas, retirando a insulina de frascos-ampola, a caneta preenchida de insulina é utilizada com agulha mais fina e curta, o que causa menos desconforto na aplicação, e já vem preenchida com insulina e dosador, garantindo maior precisão e menos riscos de erro na aplicação. Além disso, pode ser transportada com facilidade e manuseada com praticidade pelas pessoas com diabetes, seus cuidadores e familiares.
Fonte: Exame 12.07.2021
