A Biogen apresentou evidências persuasivas de que o primeiro remédio para tratar o Alzheimer, o aducanumabe é eficaz, o que aumenta as possibilidades de uma aprovação rápida pela FDA
Depois de décadas sem novidades sobre medicamentos para o Alzheimer, há uma mudança em movimento. O primeiro remédio capaz de retardar o Alzheimer, poderá ser aprovado pela FDA, a agência reguladora americana.
Fabricado pela empresa de biotecnologia americana Biogen, em parceria com a japonesa Eisai, o aducanumabe mostrou conseguir ser capaz de reduzir o declínio neurológico, melhorando em especial a memória, o sentido de orientação e a linguagem dos voluntários.
Além disso, também houve benefícios nas atividades diárias, incluindo administração de finanças pessoais, realização de tarefas domésticas como limpar, fazer compras e lavar roupa.
Primeiro remédio para tratar o Alzheimer pode ser aprovado ano que vem pela FDA
A terapia consiste em uma infusão mensal e foi desenhada para pacientes nos estágios iniciais de Alzheimer. A conclusão da análise do órgão regulatório está prevista para o início de 2021.
Um relatório publicado recentemente pela FDA concluiu, portanto, que a Biogen mostrou evidências “excepcionalmente persuasivas” de que seu medicamento experimental é eficaz, o que aumenta as possibilidades de uma aprovação rápida.
Um painel de especialistas, contudo, chegou a recomendar que a FDA não aprovasse o medicamento, por falta de estudos que comprovem sua eficácia. A possibilidade de negativa deflagrou rápida reação de grupos de pacientes que temem atrasos.
Esperança
Todavia, o novo remédio pertence a uma das novas e promissoras classes de substância, chamada de anticorpo monoclonal, que imita o funcionamento das células de defesa do organismo humano.
Contudo, esse tipo de droga já é usada com enorme sucesso para câncer e está sendo testada com grande expectativa também em casos de Covid-19.
Vale para o Alzheimer o que é imperativo em outros acometimentos: o investimento em métodos de diagnóstico precoce.
Um dos exames mais impressionantes, desenvolvido pela Universidade Washington, nos Estados Unidos, poderá medir alterações na proteína beta-amiloide ao menos uma década antes dos primeiros estragos perceptíveis, por meio de um exame de sangue.
Fonte: Guia da Farmácia 17.11.2020
